Cerca de 1,5 triliões de euros será o montante do plano de investimento Junker para os próximos três anos na Europa, que deverá ser aprovado pelo Conselho Europeu ainda em Maio. O sistema de acesso a fundos e financiamentos estará operacional a partir de Setembro.
Basicamente serão cerca de 325 biliões de euros de transferência do Orçamento da União Europeia e do Banco Europeu de Investimento para o Fundo de Investimento Europeu, que deverão financiar cerca de 20 a 50% dos projetos de investimento candidatos nas diversas áreas sociais e de apoio às pequenas e medias empresas, para além das infra-estruturas.
Os projetos deverão ser apresentados à Comissão Europeia diretamente a partir de Setembro próximo estando neste momento a ser discutida com o BEI a constituição de uma serviço de apoio no Luxemburgo para a elaboração das propostas.
O critério será o da sustentabilidade que deverá ser atestada por auditores externos a nomear pela Comissão Eeuropeia, mas independentes.
Em Portugal o processo é agilizado pela European Semester Officer – ESO, Catarina Dantas Machado.
Este fundo insere-se nos três pilares da nova abordagem da nova Comissão Europeia ao problema da crise europeia, tendo em vista o crescimento económico e o emprego. Os três pilares enunciados pela nova Comissão Junker são o equilíbrio orçamental, as reformas estruturais (tendentes a aumentar a concorrência no mercado interno e a competitividade externa) e o Investimento. É neste terceiro pilar que se inclui o Fundo de Investimento Europeu em implementação.